30.7.07

lei do desejo

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nada mais excitante.
judia. eu gosto. assim você me tem (sem ter).
vai. faz isso.
vira o jogo que eu me jogo.

mas vem. não demora.

25.7.07

frango ao curry

É quente, dá calor. Desperta até o sexto sentido. Inspira o sorriso, o suspiro. Ai. Come que é bom.
É pra ser apimentado, mas se você não aguentar... põe pouca pimenta, vai. Da malagueta. Chilli. Aquela bonita, compridinha, famosa. Agora vende solta no mercado, peguei duas e paguei oito centavos!
Para duas pessoas, pique uns 400g de peito de frango, meia cebola, azeite, gengibre ralado (uma colher de sopa), casca de limão siciliano ralada (uma colher de chá), um punhado de erva-doce, curry (uma colher bem cheia), uma pitada de pimenta do reino, sal a gosto, 1/4 da garrafinha do leite de côco. Ah, e a pimenta malagueta: corte ao meio e tire as sementes. São elas que ardem. Aliás, você vai ficar com as pontas dos dedos apimentadas, cuidado onde vai pôr o dedo depois.
Para acompanhar, faça arroz jasmim. Vende no mercado e as instruções vêm no pacote. É legal esse arroz porque dá uma aliviada no curry. Ele é levemente adocicado. Mas bem de leve mesmo.
Ok. Passe os pedaços de frango rapidamente na farinha de trigo e coloque na panela com azeite bem quente. Quando dourar, reserve. Na mesma panela coloque mais azeite e doure a cebola, junte o gengibre, a raspa do limão, a pimenta malagueta e o curry. Deixe um pouquinho para apurar e jogue o frango. Mexa com cuidado, com carinho. Jogue um pouco de água morna, mexa e tampe a panela no fogo baixo por uns minutinhos. Veja se formou um caldo consistente, brilhante, suculento. Pique a erva doce e misture ao frango com uma pitada de pimenta do reino. Por último, o leite de côco. Inspire o aroma... maravilha!
Sirva com o arroz jasmim. Dica: ele deve ser feito antes, se possível algumas horas. Caso não seja possível, faça primeiro o arroz (é rápido) e quando estiver pronto comece a fazer o frango.

*Para a sobremesa, asse banana prata, com casca, até que ela fique escura. Corte ao meio e povilhe açúcar a canela. Hummm, vai ficar um caramelinho. Aí é servir com sorvete de creme ou de chocolate.

E depois... um digestivo. Há.

18.7.07

dilema

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A esperança é a última que morre. Mas hesitei na hora do banho, gilete na mão: raspo ou não raspo? Não sei. Justo hoje eu tô assim, sem depilar. Raspo ou não? Mas aí fica coçando pra crescer. Melhor esperar até amanhã e ir na depilação. Mas e se hoje? Não, se for hoje tudo bem, fico no escuro, ele não vai se importar. Pô, mas eu vou! Não gosto de estar peluda assim. Bom. Não raspo. Quem disse que vai rolar alguma coisa? A esperança, ela é a última que morre. Mas fui tomada de descrença, conformismo. Caramba, eu quero ser uma boa moça.
Mas aí ele aparece, sozinho-inho. Me passa o beck, me pede massagem, me olha sorrateiramente, me diz sim sem dizer: é possível.
Uma das conversas embriagadas da noite: amor platônico é um amor esperançoso? Não, é conformado, eu acho. Sim, porque o fato de amar basta pra quem tem um amor platônico. Caso contrário, há esperança.
A esperança virou uma doidêra. Virou uma surpresa meio inacreditável. Um, “é mesmo? Mas o que tá acontecendo?” E até a gente chegar na porta de casa eu ainda fiquei pensando que ia te abraçar e você ia embora. Pensando que eu ia arriscar um beijo. E você quis entrar. Aí já sabia de tudo, mas não deu tempo de acostumar com a idéia. Justo hoje?
Eu querendo há tempos, chamando pra tomar café, vinho, chá, cachaça. Nada. Nem um refresco. Esquenta mas não queima. Eu querendo ser consumida até o pó.
Justo hoje?
A gente senta no sofá, fuma mais um tanto, bebe mais um gole e ele me beija. Fico tonta. Xixi, vou ao banheiro com essa desculpa, antes que desabotoe o botão da minha calça. Ele sentado, eu de pé. Tudo tão, tão... visível!
No banheiro me vejo no espelho, minha única amiga no momento. O que eu faço, heim? A gilete no box. Banho agora não dá, vai demorar. Até raspar tudo, o moço já dormiu.
Respiro fundo. Que besteira, vai que vai. Não tem mais jeito. Desistir, jamais. Não por causa de uns pelinhos.
Quero mastigar aquela boca, prende-la junto da minha, mas não tem jeito. Ela foge, escapa. A calça se vai. Os pêlos (porque?!) ficam. Foda. Não tem outro jeito, me agarro ao relaxa e goza. Mas, foda.
No dia seguinte, marco hora no salão. E aviso: te pego na saída.

24.6.07

domingo

A mão no meu peito, no coração, com calor de calma. E tudo vai dar certo. Quantas vezes já acordei num espanto, então é isso que é de verdade? Só ruídos da vizinhança, janelas fechadas, what´s the next?
Café com jornal, me, myself, um enfeite pro cabelo. O telefone toca, tudo segue. E tudo vai dar certo.

5.6.07

tua boca


Só via tua boca. Tua boca. Via tua língua. Ela viajava, eu delirava e sorria e te olhava, tua língua. Tua boca, uma carne de língua e dentes, brancos, minha língua nos teus dentes, lisos, meus dentes na tua carne que é essa boca. Ela é o começo e o fim, a entrada da virada, sem voltar.
Sempre ela, me chamando, um convite irrecusável, peguei teu rosto pra beijar. Tua boca. E assim não canso de repetir, tua boca. Não canso de olhar. Vamos acabar com essa agonia, você disse. O beijo interrompido. O beijo inacabado, adiado. O beijo que espera. Agonia, que remédio. Tua boca.

28.5.07

espera


Você não sabe o que me dizer? Então diga: “não sei o que te dizer”. Porque isso quer dizer muita coisa. E assim eu encho meu coração com um calorzinho de alento porque algum efeito eu causei. O efeito de te deixar confuso, sem saber o que dizer. Ou mesmo sabendo, com receio de dizer a coisa errada, ou a coisa certa na hora errada.
Só não deixa esse silêncio, o e-mail sem reply, que coisa feia. Eu checando de hora em hora, pra ver se não tem teu nome em negrito na caixa de entrada. E se tiver, terei medo. Meu coração vai disparar nos segundos que o gmail demorar pra abrir a mensagem. Uma parte dela já vai aparecer logo depois do subject. No gmail é assim, não sei se pior ou melhor antecipar umas palavras. Pode dar a idéia errada. O começo é só o começo, não é mesmo? Depois vem muita história. Que não acaba.
Fala alguma coisa. Nem que seja que vai deixar pra depois. Mas diz que ainda não é o fim. Me deixa esperar. Que nessa espera eu posso imaginar. Eu posso fazer planos e me preparar para o dia que você me disser sim. Posso pensar na tua reação quando eu fizer as coisas que você gosta. Quando eu puder experimentar as calcinhas novas que eu comprei, daquelas tranparentes. lembra? Posso ficar feliz com teu sorriso na minha lembrança, falando bobagem. Qualquer coisa serve. Mas fala.

7.5.07

oferenda


no peito, no baque, na quentura, entre as coxas
vacilo, um suspiro, treme
boca-carne,
olho teu. faísca, risada,
água pra molhar.
apetece, ofereço.

na garganta, grito abafado
beiço lambuzado.

24.4.07

copia e cola

flutua

ei,
não me mandaste o textinho, né, safado? eu te perdôo. e não perco a esperança de ver teu nome, em negrito, na minha caixa de entrada. com anexo. ou manda no corpo do e-mail mesmo.
como é sensual a linguagem internética, já reparou?
você manda no corpo do e-mail e eu dou control C control V.

26.3.07

ferve!

força

Te dar tudo e mais um pouco. Ajoelhar a teus pés e obedecer. O que você quer? Eu faço. Tudo pra ver tua cara de louco, pra escutar tua voz de demônio, pra te deixar com raiva de tanta vontade. Tudo pra gozar em cada centímetro, que tamanho é documento, mesmo assim, com essa identidade secreta, que você consegue o quiser. Você já nasceu um puto, um safado. Ninguém te ensinou. Quando te vi sabia. A mim não enganou: um diabo. Vendi minha alma sem pestanejar. E ganhei o céu no inferno.

7.3.07

LIÇÃO DE CASA

various 040

Não inveje os dons alheios. cada qual tem um dom peculiar. Salve Maria.

28.2.07

samba


Minhas mãos suam, minhas pernas vacilam, mas, ainda bem, estou sentada e você segura minha mão esquerda. Os músculos da minha face brigam com meus neurônios transmissores - sorriso (nervoso). Então meu coração samba em descompasso e perde pontos – os jurados não perdoam. Tudo culpa daquela comissão de frente ostensiva, que entrou rápida e estabanada. Eu, bateria inteira: tamborins, bumbos e pandeiros. Surdos. E lá se foram a comissão de frente, as alegorias, os destaques e as rainhas gostosas que sangraram os pés nas sandálias. Se foi o carnaval, a avenida esvazia e cala. Já a bateria, não pára, pois é essencial.

21.2.07

amor por você


A primeira vez que te vi foi assustador. Que boba que eu sou. Um tremendo negão com aquela coleira prateda, língua de fora, excitado. Só muito tempo depois pude te conhecer de verdade e saber que era muita energia e espontaneidade que não cabiam em você, mesmo você sendo tão grande. Mas tua beleza era assim: era tanta que atraía mas assustava. Lembra como todo mundo falava de você em Alagoas, Mangue Seco, Praia do Forte, Caraíva? Também , com aquele acessório que teu dono te arrumou, né? Você tinha sua própria mochilinha nas costas e levava sua própria água. As crianças surtavam, "olha, mãe, o cachorro tá de mochila", e você ficava na sua, como se não fosse com você aqule estardalhaço na praia toda.
Mas naquela primeira noite que a gente se encontrou, naquela casa de vila onde o xô-piti morava, eu não sabia muitas coisas sobre cachorros. Mas foi com você, Jack, que eu aprendi a entender esses bichos. Claro que você era o mais bacana. Aprendi a falar com você, mesmo não sendo a língua que o xô-piti sabe falar, eu passei a conversar. E claro que você não sabia português, mas tenho certeza que você entendia minha intenção.
A gente se ligava muitas vezes na dor da saudade que ele deixava, na devoção que a gente tinha por ele. E a gente sabia que ele voltava, mas que não podia exigir. Quando eu olhava nos teus olhos cor de mel, quando você fazia aquele olhar doce, a gente se entendia.
Fiquei feliz quando você passou também a me ouvir e responder meus comandos. Eu podia te deixar solto na praça, você corria longe procurando as podreiras do lixo que você adorava comer, então eu chama "Jack!", e você logo suspendia a orelhas e vinha correndo em minha direção, pra se sentar calamamente ao meu lado.
Nas noites que ficávamos na sala esperando o xô-piti, ao ouvir o barulho do motor do carro dele, você logo me olhava como quem diz, "é ele". Mais emocionada fiquei quando me hospedei com vocês aquele mês, e dormia sozinha em meu quarto improvisado no porão... Você dormia um tempo comigo e de manhã, me visitava.
Chorei muito ao ver nossa foto, lado a lado, numa sombra em alguma praia da Bahia. Eu sorria para a câmera e você, tão lépido e robusto ali na areia, posando também. Aliás, acho que você gostava de posar pra fotos... era meio exibicionista, assim como eu.
Lamento nunca ter sabido direito fazer o carinho na orelha que você tanto gostava. Eu tentava, você até curtia, mas sei que não chegava lá... Esse carinho só o xô-piti sabia.
É Jack, a gente se entendia. E que falta você faz, que tristeza te perder. Ver teu prato de ração velho, o canto do quarto que você dormia, tu coleira solitária atrás da porta. Você, que tantas vezes consolou meu choro deitando a cabeça no meu pé. Agora choro por você. E o que me assusta é saber que não vou mais te ver.

8.2.07





Quem inventou esses poréns? Quem pôs em mim asas e me tirou o céu?

1.2.07

flor no cabelo

perfil_flor

Ah, eu não tô nada poética. Isso é muito subjetivo, coisa de filosofar o que é da carne não aplaca a fome. Ah, que coisa! Esses fios aqui dentro que ligam e religam e disparam e agitam. Tá vendo? Eu to sentindo. É a tal da química? As mesmas coisas continuam me chamando, atraindo. Só sei que é assim. Sem filosofia. Fatos. Verdades. Eu tô viva! Não tem uma chave que desliga. Tem controle? Talvez. Como pegar ou largar. Assim, você sabe. Eu pego. Ah, que coisa. Coisa é coisa e não precisa explicar. Você sabe. Sabe? Então. É isso.

31.1.07

profile




Eu sou livre, não quero ser limitada. Sou meio louca, exibida, sexual, sensual, rio alto, sou passional. Gosto de surpresas, de romance, de dançar, sou uma bomba atômica – sai de baixo. Sou doce, sou o demônio, sou indecisa, ciumenta, mandona, sou risonha, ótima cozinheira, sou devota, gosto de agradar, de fazer massagem, de servir, gosto de ser mimada, elogiada, de massagem nos pés, de beijos na nuca, na dobra do braço, que me olhe nos olhos bem lá dentro, de ser cobiçada. Gosto de escrever sacanagem, de pensar, ver, fotografar e fazer.

Adoro me maquiar, comprar batons e esmaltes, ir no brechó, salto alto, all star. Gosto de pequenas extravagâncias, como tomar prosecco à beira-mar, comer brie com geléia, cosmopolitan no balcão do bar.
Odeio luz forte, luz fria, ar condicionado. Não gosto que usem minhas coisas sem pedir e tenho ciúme do meu travesseiro. Faço uma zona mas quero tudo bem arrumado. Me enerva arrogância, ignorância, grosseria. Falta de cuidado, de respeito, de noção. Não gosto de enrolação. Me entedia caretice, formalismos, falta de educação. Acho muito irritante ver alguém comendo sem modos, que fale carregado o sotaque paulistano. Odeio Raul Seixas e rockinhos bestas, essa coisa emo, sei lá. Odeio, mais do que tudo, vomitar, trauma de infância. Não como camarão, ostra ou polvo. Não gosto muito de peixe. Não gosto de ser controlada, mesmo porque é impossível. Ainda não gosto de acordar cedo, mas já consigo.
Sonho conhecer Paris, falar francês, fazer filmes, cantar sem vergonha vestida de diva num palquinho enfumaçado. E como previa meu primeiro ex-namorado, ter um livro publicado.

19.1.07

especiaria

E.

Melhorei meu prato tailandês - vai gengibre, vai curry, vai pimenta, malagueta. Noz moscada, pimenta do reino, páprica picante. Casca de limão, manjericão, cravo, canela. Vai coco, que o doce vai bem juntinho do ardido. Os sentidos em brasa, coração fogueado. Mas doce, enfim. Com arroz jasmim.

17.1.07

vício

- Promete que nunca?
- Me arruma um adesivo, desses que colam na pele e descolam a paixão da gente.

16.1.07

volver


Na boca, teu caldo agridoce. Nas coxas, tuas mãos ternas como abraço inteiro. Reflexo no espelho, tão mais bonita de praia e mar. Gosto de ver, curvas sinuosas, marcas de biquíni. Sem esteira, sem silicone, sem freak chick e sem chilique!

8.1.07

rápido

ecurvas

Não tenho como. É isso. É assim. Agora sei. O sexo não salva sempre, nem sempre. Mas sempre ajuda. Mesmo que não seja tão bom. Mesmo assim uma gozada ok. Você venceu. Tava tudo perdido e aparece esse cara precipitado. Odeio quando passa rápido. E eu não tenho tempo de sorrir pensando que não vai acabar. Passou.

4.12.06

transcrição

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Sou tímida. Verdade, tá rindo de quê? Tá, eu sei que dou pinta de atirada... Posso até ser, mas tem que me pedir. Não é pedir assim, bobo. Tem que me ganhar, assim, pra me liberar. Fico tímida sim. Acho que é até sexy. Ah, porque rola uma transformação, sabe? Porque gosto de conversar, me excita. É, conversar sacanagem também. Putz, é bom demais quando acontece isso! Tem que estrar na sintonia, fazer essas coisas fora de hora pode até ofender. Mas eu gosto sim. Nos seios. Acho que é porque tem uma energia concentrada ali, que não cabe (rs). Aí transborda... Isso. Você acha? Não sei, nunca pensei nisso. Índio tem essa coisa livre com o sexo... pode ser, tenho sangue de índio. Olha, desculpa, mas acho essa pergunta meio besta. Fantasia é o dia-a-dia, é fechar os olhos, é um estalo, um segundo. Fantasia é fazer denovo o que foi gostoso ontem. Ah, mas tem uma coisa (rs). É engraçado. Mas isso é um segredo. Já contei pras minhas amigas e elas começaram a prestar atenção(rs)... É foda! É deitar nas areias do Rio, de óculos escuros(rs). Ficar observando os cariocas com aquelas sungas. Mas é de sacanagem mesmo! Sabe o que rola? Cara, é segredo isso! Ah, rola que os caras parecem que estão todos de pau duro(rs). Ou meia bomba. Aparece o pau deles direitinho, é impressionante! No começo eu achei que era viagem, mas aí comecei a reparar sempre e comprovei. Duas amigas também fizeram esse "exercício" (rs) e viram que é verdade...
Ah, é inspirador, né. Não são só vocês que ficam olhando as bucetas das minas de biquíni. É, nem precisa ser de biquíni. Já olha na calça mesmo. É, pena que não dá pra ver pau de homem de calça. Pena. Já? Foi rápida, né? Nossa, acabei te falando um monte de coisas... Como você é safado! Ah, jornalista é foda, não vale... A saideira? Pode ser.